qualquer dia, reconverto-me!

David Vides/AFP/http://www.news.com.au
Em miúdo, vivi rodeado de padres e de freiras. Ia à missa, fui acólito, menino de coro, peregrino em Fátima. Quando tive idade para pensar pela minha cabeça, tornei-me ateu. Cansado de caridadezinha, da riqueza, dos rituais vazios de sentido e da hipocrisia da Igreja, a eterna aliada, salvo honrosas excepções, dos senhores da Terra e, particularmente em Portugal, em constante conluio com Salazar e o Estado Novo.

Se o Papa Francisco não me desiludir, se continuar por este caminho de denúncia e de verdadeira solidariedade para com os que comem o pão que o diabo amassou, e às vezes nem isso, qualquer dia reconverto-me.

Não por acreditar num deus, mas por acreditar no Papa.

Pena é que, ao que tudo indica, tenham sido precisos mais de 2000 anos para surgir um digno representante de Jesus na sua sede em Roma (sem desprimor para alguns papas, poucos, com obra de mérito).

Tenho fé. Desta vez parece que sim, que temos Papa. Esqueçamos os Wojtyla e os Ratzinger, os della Rovere e os Médici, os Bórgia e os Farnese, os Facchinetti, Aldobrandini, Borghese, Barberini, Ottoboni, Pignatelli, Orsini, Corsini, Lambertini, Ganganelli, Ratti, Pacelli ou Montini.

Foi preciso vir um, do outro lado do mundo, restituir a palavra a Cristo e a Igreja aos desfavorecidos pela sorte e pela ganância dos homens.

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