é urgente um exorcismo que escorrace o grão-tinhoso

Tem muitos nomes e assume muitas caras para melhor nos levar à certa. Tanto lhe chamam diabo como satanás, satã ou demónio, chifrudo ou grão-tinhoso, demo ou dianho, diacho ou capeta, belzebu ou maligno, mafarrico ou diabrete. Eu cá chamo-lhe, por inteiro e com a certeza que me dão as evidências, Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, o que veio das funduras para nos tramar. É no seu inferno que temos vivido nos últimos dois anos. O inferno da fome, do desemprego, do empobrecimento contínuo, num diabólico ciclo de centrifugação, trituração e tormentos sem fim à vista. Ele tanto tem sido íncubo como súcubo, tanto tem abusado de homens como de mulheres, para ele dá-lhe igual o sexo dos mártires desde que consiga os seus intentos, tanto lhe dá como lhe deu que sejam novos ou velhos, empregados ou desempregados, doentes ou sãos as suas vítimas, condenadas que estão ao fogo eterno. É tudo carne para a fornalha maior depois de, está bom de ver, terem pago a sua continha na Terra, liquidada que esteja a factura de terem vivido sob o signo de belzebu. Mas o satã, enquanto tritura e tortura os seus reféns, lhes retira o último tostão, a última gota de sangue, a última vontade de sobrevivência, vê os gabinetes do seu covil aumentarem as despesas em 1,3 milhões de euros. Assalta os pobres para dar aos nobres, aos seus lacaios, súbditos, assessores, algozes de serviço, os lambe-cus de língua afiada na defesa do mafarrico, assim seja a tença generosa e o dianho pródigo. Dizia-se que tinha o séquito mais pequeno deste mundo e do outro. Mas não tem parança a entrada de aprendizes de satanás no seu reino de terror, para melhor o ajudarem a banir o bem e a fazer o mal. O mal e a escaramuça.

Cheira a enxofre e Chanel no covil do grão-tinhoso.

No Sábado, em Alcântara de pé ou na ponte de carro, vamos dar tudo por tudo para findar o calvário. Para que Passos fuja como o diabo da cruz. Eu, por mim, já decidi: levo réstias de alhos e um odrezinho de água-benta. Vai ser a minha primeira excomunhão, o meu último exorcismo. A peçonha vai jorrar pelas sarjetas. A cloaca transbordará. Lá, onde o céu nunca se vê, onde a luz nunca surge ao fundo de qualquer túnel.

Digam comigo:

Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis legio, omnis congregatio et secta diabolica!


Assim seja.

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