venham de lá esses ossos!


Tudo está bem quando acaba bem: o IRC desce, mas também descem os salários e as pensões. De que nos queixamos? Estamos a ficar piegas!

Os catraios até que (se) governam bem. Bem entendido que se um diz mata o outro diz esfola, claro que emporcalham os bibes em bulhas de ganapos, está bom de ver que não se podem nem ver. Mas os putos fazem-se, sabem desancar-nos pela medida grande, ninguém lhes leva a palma nas artes do gamanço. São danados para a brincadeira. Solidariedade e Humanismo são frioleiras da canalha miúda de outros tempos. Amofinar vivos e defuntos, novos e velhos, empregados e desempregados, uns podres, outros podricalhos, todos bandalhos sem valia, é o que está a dar. Atirem-se-lhes bolos se não têm pão, atirem-se-lhes balas se não têm onde cair mortos. Com balas e bolos se exterminam os tolos.

A chorar de tanto rir, babando-se, lambuzando-se, peidando-se com a volúpia dos bem-aventurados, soltam-nos o seu grito de guerra:

- venham de lá esses ossos! 

E nós damos. Damos os ossos, damos tudo.

Com ossos se faz um caldinho. Para as sopas do Sidónio. Lá, onde a mole humana se afunda no esterco que os putos lhe lançaram. Foi a reinar. Enquanto o rei reinar, reina a reinação.

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