peque, peque muito!


Vem aí mais um PEC, tanto tempo depois do Coelho que dura mais do que as duracell ter vetado o PEC IV por, dizia ele, penalizar demasiado os portugueses. Sócrates caiu, que a terra lhe seja leve, e seguiram-se o PEC V, e o PEC VI, e o PEC VII, e  o PEC VIII, faça as contas que eu já lhes perdi a conta, aos PECs e às aleivosias dos pecadores que, à má-fé, à má fila, à canzana, de caras ou de cernelha, nos espremem a bolsa e a vida. Está a chegar mais um orçamento de Estado à Assembleia Nacional (assim mesmo, ao jeito de antigamente). A maioria silenciosa que por lá peca, que abafa a consciência e, na volta, abifa uns cobres, filosofará sobre os erros de Sócrates, vociferará contra a desalmada oposição, socialistas que são comunas, comunas que são satãs, louvará a coragem do chefe-supremo, Sal e Azar de todos nós. E votará sim. Sim a tudo, artigo por artigo, linha a linha. Sim em uníssono. Sim na mais perfeita sincronia. Na melhor das harmonias. Cantando em coro o Coro dos Escravos. Vai ser linda a festa, pá. Abril morreu, os cravos também, e os portugueses não se estão a sentir nada bem, eles moem e matam.

Se quer um conselho, peque, peque muito. Contra o PEC que se avizinha, mais outro a juntar a tantos, venha para a rua. Manifeste-se. Deite cá para fora o que lhe vai na alma. Vai ver que purifica.



Fotografia superior: Rodrigo Cabrita/http://www.ionline.pt/

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