o calvário da cruz


No governo, há Cristas e há Cruz. Cruz de Cristo. Cruz com crista, canta de galo a galinhola de poleiro, a galarote de feira, a feirante de tribuna, a moinante de tribunal. A última palavra é dela. Opina. Determina. Vaticina. Assina de cruz despachos, ofícios, decretos, de nariz empinado, ar emproado, sorriso enfastiado, passo apressado, de Passos companheira de luta, palavra de rima fácil, devota da causa justiceira, das injustiças que, cantando e rindo, lá vão praticando com a cruz no pensamento, a suástica já se vê, ora contra uns, ora contra outros, ora opondo uns e outros. Foi vaiada ontem a Cruz. Pobre Cruz. Como Cristo, leva a cruz ao seu calvário. Deram paulada na Paula. Da verbal, que os costumes são brandos, o povo é manso ainda. Cruzes credo, se assim não fosse. Outro galo cantaria.



Imagem: http://www.dn.pt/

Comentários

Mensagens populares deste blogue

defendamos a honra, porra!

oxalá me engane!