obscenidades


Passos escolhe-os a dedo. Ora são os cursos universitários que nunca tiveram, ora são os swaps que nunca negociaram, ora o BPN que nunca palmilharam. Estou cá desconfiado que é o único tipo de gente que Passos consegue recrutar. Os outros não querem misturas. Não se querem sujar. Ou, então, sabem que, no governo, seriam escrutinados e não se querem queimar. O que é certo é que entram ministros, saem ministros, entram secretários de Estado, saem secretários de Estado, há demissão irrevogável, deixa de haver demissão irrevogável mas, qual sempre-em-pé, fenómeno de feira, atracção de circo, Passos Coelho aguenta. Ai aguenta, aguenta. Nós é que não aguentamos. Machetes que fazem manchetes. Relvas de muito pasto. Coelhos devoradores. Motas avariadas. Cristas descaídas. Cruzes de pau carunchoso. Melos de muito fel. Espíritos Santos pecadores. Cavacos escavacados. Miras de vistas curtas. Catrogas de vidas largas. E mais os penduricalhos de serviço ao elogio funesto, os Neves, os Lourenços, os Duques, os Raposos, as Cardonas, os cardeais do santo ofício, os apóstolos de São Bentinho à porta fechada, os ai-jesus de Belém. Chega. As pragas costumam exterminar-se.

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